Em 2018, a estimativa de câncer colorretal, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), foi de 36.360 novos casos — sendo 17.380 em homens e 18.980 em mulheres. São números que comprovam a importância de conscientizar a população sobre a prevenção e a detecção precoce da doença.

Para difundir esses dados, o Hospital de Câncer de Barretos (Hospital do Amor) criou a campanha Março Azul Escuro, buscando compartilhar, anualmente, informações sobre o câncer colorretal.

Quer entender melhor o objetivo dessa iniciativa, a importância de falar da prevenção, dos fatores de risco da doença e saber como os hospitais podem aderir ao movimento? Confira nosso post!

Qual o objetivo da campanha Março Azul Escuro?

Da mesma forma que os movimentos Outubro Rosa e o Novembro Azul trabalham para conscientizar a população sobre o câncer de mama e de próstata, respectivamente, o Março Azul Escuro tem o objetivo de levar mais informações sobre o câncer colorretal. A campanha tem como símbolo um laço marinho.

Trata-se de uma doença que abrange os tumores que começam na parte do intestino grosso, chamada cólon, no reto (final do intestino) e no ânus. É também denominado câncer de cólon e reto.

Incidência alta

É um câncer ainda desconhecido por muitas pessoas. No entanto, é o terceiro tipo da doença que mais acomete os homens e o segundo tipo que mais afeta as mulheres. Por isso, é fundamental escolher uma data para que a doença seja discutida e as pessoas tenham acesso a informações como fatores de risco, sintomas e a necessidade do diagnóstico precoce.

É importante destacar que esse é um tumor tratável e, segundo o INCA, na maioria dos casos é curável, principalmente quando é detectado no início e ainda não se espalhou para outros órgãos. A grande questão é: essa é uma doença silenciosa — que só se manifesta em estágios avançados. Por isso, há a necessidade da realização de exames preventivos.

Profissionais de saúde devem aproveitar o movimento para levar informações sobre sintomas, prevenção e fatores de risco da doença para a população.

Quais aspectos da doença precisam ser divulgados?

Veja a seguir os principais aspectos relacionados ao câncer colorretal que devem ser divulgados no Março Azul Escuro.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco da doença são:

  • idade igual ou superior a 50 anos;
  • sedentarismo;
  • sobrepeso e obesidade;
  • histórico familiar de câncer de intestino;
  • cigarro;
  • uso de álcool;
  • doenças inflamatórias no intestino, como doença de Crohn e retocolite ulcerativa crônica.

Além disso, pessoas com maus hábitos alimentares também têm mais risco de desenvolver a doença. Assim, quem consome carne vermelha em excesso, produtos processados (salame, mortadela, linguiça, salsicha) e tem uma dieta pobre em frutas, verduras, legumes e fibras precisa ter mais atenção.

A alimentação pode até ser um dos fatores que causam a alta incidência da doença nos tempos atuais. Isso porque a rotina das pessoas, cada vez mais corrida, faz com que muitas delas acabem optando por produtos industrializados, que não exigem tempo de preparo. Assim, elas deixam de incluir alimentos naturais no cardápio.

Sintomas

É importante que conhecer os sinais do câncer colorretal para procurar um médico ao identificá-los. Os sintomas mais comuns são:

  • sangue nas fezes;
  • mudança brusca no hábito intestinal — diarreia e prisão de ventre frequentes;
  • dor abdominal;
  • fraqueza
  • anemia;
  • perda de peso sem motivo;
  • sensação de evacuação incompleta;
  • alteração na forma das fezes — muito finas e compridas;
  • massa no abdômen.

O INCA esclarece que esses sintomas podem ser indicativos de outras doenças, mas é recomendável investigar.

Prevenção

O movimento Março Azul Escuro é o momento ideal para falar sobre a doença, alertando, principalmente, sobre as suas formas de prevenção.

É essencial manter o peso corporal adequado, incluir na rotina a prática de atividade física regular e adotar hábitos de alimentação saudáveis. Inclua em seu cardápio ingredientes naturais e não processados, como grãos, legumes, cereais integrais, frutas e verduras. Sua dieta deve ser rica em fibras, garantindo, assim, o bom funcionamento do intestino.

Para prevenir a doença, a recomendação também é não fumar e evitar o uso de bebidas alcoólicas.

Diagnóstico

O diagnóstico precoce é fundamental para a cura do câncer colorretal. É possível fazer a detecção precoce desses tumores por meio de dois exames principais:

  • pesquisa de sangue oculto nas fezes;
  • endoscopias (colonoscopia ou retossigmoidoscopias). 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que os países realizem campanhas de rastreamento da doença em pessoas acima de 50 anos com o exame de sangue oculto nas fezes. Se o exame der positivo, deve ser realizada a colonoscopia ou retossigmoidoscopia.

Tratamento

O tratamento para esse tipo de câncer é, inicialmente, cirúrgico para a retirada da região do intestino afetada e de gânglios linfáticos no abdômen. As fases seguintes do tratamento podem ser radioterapia — associada ou não à quimioterapia.

A forma de tratar a doença vai depender do tamanho, da localização e da extensão do câncer.

Como os hospitais podem aderir a essa campanha?

Para que o movimento Março Azul Escuro se torne mais conhecido é essencial que profissionais e instituição de saúde — como hospitais, clínicas e postos de saúde — se engajem na iniciativa. Mas como fazer isso?

  • preparando cartazes e materiais informativos com dados sobre a doença e com esclarecimento de seus sintomas e de suas formas de prevenção;
  • promovendo campanhas preventivas anuais para a população acima de 50 anos — com a realização do exame de sangue oculto nas fezes, como preconiza a OMS, visando ao diagnóstico precoce;
  • treinando as equipes para disseminar informações sobre esse tipo de câncer.

A campanha ainda é nova, mas pode ganhar força como ocorreu com o Outubro Rosa se os profissionais e estabelecimentos de saúde passarem a celebrar a data — educando pacientes e familiares sobre o câncer colorretal.

Você já tinha ouvido falar da campanha Março Azul Escuro? É importante pensar em formas de se envolver com o movimento para conscientizar a sociedade e aumentar, assim, a realização de exames preventivos, visando à detecção precoce dessa doença.

Gostou das informações que trouxemos neste post? Quer acompanhar outros temas como este? Então é só seguir as páginas da Medicalway nas redes sociais. Estamos no Facebook, LinkedIn e Instagram!