Hospital digital: entenda o que é e quais os benefícios

gestão de compras
6 minutos para ler
MedicalwayPowered by Rock Convert

Você já deve ter ouvido falar nos termos “hospital digital”, não é mesmo? Mas você sabe o que isso realmente quer dizer? Será isso uma tendência ou uma realidade já vivenciada em instituições de saúde?

Bom, considerando que a tecnologia avança de maneira acelerada no setor, sistemas de digitalização e informatização se fazem cada vez mais presentes e, o mais importante: operam de forma integrada. Afinal, todos os dados gerados na instituição devem ser analisados com o apoio da inteligência artificial, para promover uma medicina mais preditiva e eficiente.

Nesse cenário, então, como o hospital digital funciona? É o que veremos a seguir! Continue acompanhando e se surpreenda com os benefícios, características e expectativas para o futuro da saúde.

O que é o hospital digital?

Basicamente, esse hospital se difere dos demais devido à sua implementação intensa de práticas que se baseiam na tecnologia da informação (TI). Logo, para que seja 100% digital, ele não deve utilizar papel, e toda a submissão e troca de dados deve ser realizada de maneira digital.

Quando imagina um hospital tradicional, você pensa em prontuários físicos destinados a cada paciente, documentos e resultados de exames impressos? E a gestão de cadastro individual, que não se interliga com o estoque e o método de faturamento? Pois bem, em um hospital digital, existe uma integração total entre os sistemas interno e externo.

Assim, níveis altos de tecnologia da informação clínica e mecanismos de segurança promovem cuidados médicos com muito mais eficiência operacional e qualidade de atendimento.

Como é o processo de informatizar o hospital?

A Healthcare Information and Management System Society (HIMMS) estabelece critérios e sete níveis que classificam esse processo de informatização dos hospitais, de acordo com a inserção de certas soluções. Dependendo de alguns sistemas já implementados, a instituição pode iniciar na classificação um, em que as informações do paciente e das principais atividades de administração são digitalizadas.

A partir disso, o hospital vai evoluindo até o nível seis — em que existe uma interoperabilidade interna, ou seja, todo e qualquer sistema interno é integrado — ou o sete, que abrange a condição de interoperabilidade externa. Em outras palavras, a instituição consegue se comunicar com outros parceiros (como laboratórios, fornecedores e operadoras) sem a utilização de papel.

O hospital digital que atinge o nível sete compartilha absolutamente todas as informações entre os setores. Assim, emergência, ambulatórios blocos cirúrgicos conversam e se atualizam em tempo real, além de alimentarem dados que geram relatórios com análises de atendimento e do serviço prestado.

Alguns exemplos de ferramentas que promovem essa extinção do uso do papel são os softwares de gestão hospitalar, os sistemas de armazenamento e o compartilhamento de imagens e exames, bem como prontuários eletrônicos integrados.

Como é realizada essa implementação?

Como primeiro passo, os gestores devem traçar planos e metas de acordo com o nível de digitalização que pretendem alcançar — e, claro, que a estrutura do hospital consegue comportar. Então, devem solicitar uma avaliação prévia, que pode ser realizada por consultorias parceiras da HIMSS.

Depois que a situação é analisada, inicia-se o projeto de digitalização com o apoio de estudos da infraestrutura de tecnologia da informação. Para suportar a troca intensa e massiva de informações, redes e equipamentos de qualidade devem ser obtidos. Dependendo do nível em que o hospital já está classificado, ações como a implementação de prontuários eletrônicos, sistemas de certificação digital, controle do fluxo de medicamentos e checagem eletrônica à beira-leito também são adotadas.

Quais são os diferenciais e benefícios do hospital digital?

Considerando os avanços tecnológicos que constituem a informatização, não é difícil perceber que os seus benefícios também são inúmeros, certo? Eles abrangem aspectos que proporcionam desde uma maior segurança para os pacientes até a própria redução de custos. Vejamos, a seguir, os principais deles!

Inteligência na integração

Quando o corpo clínico recebe alertas em tempo real, as intervenções são realizadas com mais precisão. Isso porque o acesso integrado às informações permite que elas sejam obtidas no prontuário e analisadas nos monitores de sinais vitais, otimizando qualquer procedimento de urgência.

Redução de custos

É possível reduzir gastos, por exemplo, com cirurgias canceladas de última hora. Com a digitalização, a rotatividade é analisada todo o tempo, o que diminui a ocorrência de centros cirúrgicos parados.

Nesse contexto, o retorno financeiro da instituição também é bastante relevante, uma vez que, além de economizar papel e gastos com transações burocráticas, o tempo de estadia do paciente também diminui.

Segurança do paciente

Esse é outro ponto fundamental entre as vantagens: como todos os processos são circuitos fechados, operações como a prescrição e liberação de medicamentos são checados pela inteligência do sistema. Não é nenhuma surpresa, inclusive, o fato de que em um hospital digital os erros médicos são reduzidos significativamente.

Conhecimento aprofundado sobre os pacientes

Você sabia que quanto mais o perfil dos pacientes é conhecido pela instituição, mais fácil é fazer campanhas efetivas e oferecer serviços que, realmente, atendem o seu público? Além disso, aspectos como a sazonalidade e outros períodos de sobrecarga no atendimento ambulatorial ficam mais previsíveis, permitindo que o hospital tome ações para suprir essa demanda de antemão.

Quais são as expectativas do hospital digital?

O processo para obter a certificação como hospital digital é complexo e pode durar alguns anos. No entanto, essa é uma tendência que, certamente, ainda será bastante explorada — principalmente se a instituição adotar tecnologias como Internet das Coisas (IoT), Big Data e telemedicina.

Hoje, no Brasil, existem três hospitais de nível sete (Hospital Unimed Recife III, Hospital Márcio Cunha de Ipatinga e Unimed Volta Redonda), mas as expectativas de implementação para o futuro próximo são bem positivas. Até porque esse é um ponto de partida para inovações e benefícios que a medicina do futuro consegue promover.

É imprescindível ressaltar, por fim, que de nada adianta implementar sistemas tecnológicos e informatizados se a cultura interna dos colaboradores não acompanhar esse processo. O hospital digital exige mudanças importantes nesse sentido, e é preciso existir uma sinergia com a revolução digital na saúde para que os seus benefícios sejam realmente obtidos.

Gostou de aprofundar seus conhecimentos sobre os conceitos e expectativas do hospital digital? Nós produzimos constantemente conteúdos sobre avanços tecnológicos na área médica, então, siga nossas as redes sociais para ficar por dentro das próximas atualizações! Estamos no Facebook, no Instagram e no LinkedIn.

Medicalway - Entre em contato!Powered by Rock Convert
Você também pode gostar

Deixe uma resposta

-