Confira as 6 melhores formas de aplicar a biossegurança hospitalar

Confira as 6 melhores formas de aplicar a biossegurança hospitalar
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Confira as 6 melhores formas de aplicar a biossegurança hospitalar. Trabalhar na área da saúde exige o cumprimento de diversas regras para evitar riscos não só ao paciente e aos acompanhantes, como também a todos os profissionais, inclusive equipes terceirizadas, e ao meio ambiente. Nesse ponto, entra a importância de aplicar as normas de biossegurança hospitalar.

Se adotar essas ações de prevenção e proteção para minimizar qualquer contaminação sempre foi essencial, com a pandemia e a facilidade de contágio pelo novo coronavírus, essa questão ganha um destaque ainda maior.

Para esclarecer melhor esse assunto, desenvolvemos este post elencando as 6 melhores formas de colocar em prática as normas de biossegurança em um hospital. Acompanhe!

1. Limpeza dos ambientes e superfícies

A limpeza e desinfecção de ambientes e superfícies são medidas de biossegurança hospitalar eficazes para controlar o risco de transmissão de infecções. Nessa questão, entram piso, paredes, janelas, mobiliário e também equipamentos médicos.

É importante que o hospital crie um manual de procedimentos quanto à limpeza, descontaminação e desinfecção de todas as áreas. Entre as recomendações, estão:

  • nunca varrer os pisos a seco, pois isso pode facilitar a dispersão de microrganismos patogênicos. O ideal é fazer a varredura úmida, com panos de limpeza e rodo ou mops, seguindo as etapas de ensaboar, enxaguar e secar;
  • os produtos saneantes utilizados devem ser autorizados pelo Ministério da Saúde e notificados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);
  • para a limpeza dos equipamentos, o importante é somente utilizar os produtos indicados pelo fornecedor.

2. Higienização das mãos

Uma das medidas mais básicas de biossegurança hospitalar é a higienização das mãos, uma ação eficaz que consegue quebrar o ciclo de contaminação. Isso porque estamos falando de um dos maiores veículos de microrganismos, podendo contaminar objetos e maçanetas; a própria pessoa, na situação de ela tocar no nariz, boca ou olho; ou ainda outro indivíduo, caso haja algum cumprimento com as mãos.

Nesse sentido, médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde devem fazer a higienização e desinfecção das mãos utilizando álcool 70% antes de iniciar qualquer procedimento ou na troca do atendimento de pacientes. Essa higienização deve ocorrer antes ainda da colocação de uma nova luva.

A recomendação de desinfecção das mãos deve se estender também às equipes administrativas, de manutenção, terceirizadas e também aos pacientes e visitantes. Desse modo, o hospital precisa espalhar placas e sinais com avisos nos locais apropriados com a instrução sobre as etapas para a higienização correta das mãos, mostrando, por exemplo, a necessidade de esfregar o dorso das mãos, entre os dedos, as unhas e o pulso.

3. Uso de EPIs e EPCs

Os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e EPCs (Equipamentos de Proteção Coletiva) devem ser utilizados pelos profissionais a fim de conter ou minimizar os riscos biológicos que o trabalho em hospital oferece.

EPIs

Entre os EPIs que devem ser utilizados no ambiente hospitalar estão:

  • jaleco;
  • luvas;
  • óculos de proteção;
  • máscara;
  • touca;
  • avental;
  • sapatos fechados.

No caso de equipes da radiologia, por exemplo, há a necessidade do uso de roupas de proteção que impedem a absorção da radiação.

Em resumo, esses itens atuam como uma barreira protetora para o profissional, visto que protegem roupas, mãos, olhos e vias aéreas. Contudo, os EPIs só são eficazes quando utilizados de forma correta. Além disso, as máscaras e luvas precisam ser trocadas a cada paciente que é atendido.

Outra medida é na hora de retirar esses equipamentos. É fundamental seguir os cuidados adequados para não se contaminar nesse momento.

EPCs

Já o EPC tem a função de proteger contra acidentes ou contaminações todas as pessoas que estão em determinada instalação do hospital. Entre os itens mais comuns dessa categoria estão:

  • placas de sinalização;
  • lava-olhos;
  • chuveiros de emergência;
  • autoclaves;
  • detectores de fumaça;
  • sistema de ventilação e exaustão.

4. Gerenciamento correto de resíduos

Além de oferecer uma proteção para as pessoas, as medidas de biossegurança hospitalar visam também a proteger o meio ambiente. Para isso, é imprescindível fazer o descarte adequado dos resíduos, que devem ser separados de acordo com o seu tipo para ter o destino correto:

  • grupo A: são os potencialmente infectantes, ou seja, que podem ter algum agente infeccioso ou risco biológico. São recolhidos por empresas que fazem o tratamento do lixo hospitalar;
  • grupo B: são os químicos, como corrosivos, inflamáveis e tóxicos, e devem ser recolhidos por empresa especializada;
  • grupo C: são os resíduos radioativos, que recebem o tratamento de acordo com normas específicas de biossegurança;
  • grupo D: é o lixo comum, coletado pelo serviço municipal;
  • grupo E: são perfurocortantes, como lâminas de bisturi e agulhas, que são descartadas em caixas especiais e coletados por empresa especializada.

5. Treinamento da equipe

De nada adianta ter as normas de biossegurança hospitalar se as equipes não seguirem as regras estipuladas. Nesse sentido, os profissionais de todas as áreas devem receber treinamento periódico quanto ao uso correto de EPIs, procedimento para lavagem das mãos, como fazer o descarte adequado de resíduos, entre outros pontos.

Dessa maneira, eles trabalham mais protegidos e também não oferecem riscos para pacientes ou acompanhantes.

6. Criação de um plano de emergência

Por último, o hospital deve contar com um plano de emergência para que determine quais ações tomar em caso de alguma situação que fuja da normalidade. Trata-se de um documento que deve ser de conhecimento das equipes para que todos saibam como agir em caso de alguma explosão, acidente ou outro evento que fuja do comum.

Ter esse plano é importante nesse ambiente, porque o hospital não pode paralisar suas atividades por um período, já que atende pacientes, muitos em situações críticas, como aqueles que estão internados, principalmente nas unidades de terapia intensiva (UTI).

Seguir todas as normas de biossegurança hospitalar é adotar os padrões de segurança exigido para os estabelecimentos de saúde. Desse modo, as atividades podem ser realizadas com o mínimo de riscos para os profissionais, pacientes e para todo o público que circula em um hospital.

Gostou de acompanhar as informações que trouxemos neste post? Então vai gostar de acompanhar também 6 práticas de segurança do trabalho em hospitais!

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